História


 Sua história e paixão pela cachaça

Fabiano Otoni fundador da empresa Otoni & Miranda Ltda, produtora das cachaças Córrego do Ouro e Sombra do Ipê, homem simples e muito trabalhador, vindo da zona rural do Catumbí, iniciou sua história e paixão pela cachaça em 1981, quando encerraram as atividades da Usina Boa Vista o que deu origem a vários alambiques para o aproveitamento da grande produção de cana de açúcar na região. Deixando de ser empregado para tentar em uma grande aventura melhorar de vida, iniciando a produção da nossa cachaça Córrego do Ouro.

De sua união com Maria Aparecida Miranda, nasceram Mônica, Fábio, Gleiner e Edvaldo os quais unidos compartilham a paixão pela cachaça artesanal, procurando melhorar sempre, aprimorando qualidade.

Sem muitos conhecimentos e recursos financeiros começaram a empreitada. Foram anos difíceis, mas meu pai e meu irmão Gleiner, nunca desistiram. Continuaram trabalhando muito duro com a mentalidade de melhorar sempre a qualidade de nossos produtos.

São 37 anos de muito esforço e dedicação e estamos orgulhosos em participar diretamente de todas as fases de produção da cachaça: desde o plantio, a manutenção e renovação de nossos canaviais; passando pela moagem, fermentação, destilação, armazenamento e finalmente a distribuição da cachaça.

Todo esse processo está ligado a um sistema que visa à preservação do meio-ambiente, não jogando resíduos na natureza e usando o bagaço da cana ao invés da lenha na destilação e o vinhaço na fertilização do canavial. Mesmo se tratando de um alambique totalmente artesanal sempre procuramos técnicas modernas que possam nos trazer a certeza de estarmos trabalhando da melhor forma possível para conseguirmos um produto de alta qualidade e desta forma agradar os mais exigentes e entendidos degustadores de cachaça.

A nossa família está muito feliz em produzir uma cachaça natural com tamanho grau de pureza e esperamos que todos possam experimentar, saborear e comprovar a delícia das nossas cachaças!

Saúde! E aprecie com moderação.


Origem do nome da cachaça "Córrego do Ouro"

Córrego do Ouro é a região que deu origem ao município de Boa Esperança: No ano de 1795, bandeirantes portugueses vindos de São João Del Rei chegaram até Lavras na esperança de ali encontrar um lugar propício às buscas do ouro. Um deles, João de Souza Bueno, caminhando mais que os outros, enveredou-se pelas matas da região e montou acampamento às margens do Córrego do Ouro, na intenção de explorar as vertentes do riacho, exatamente nos atuais limites dos municípios de Boa Esperança e Campos Gerais.

Dois anos mais tarde, chegaram ao acampamento de João de Souza Bueno, dois chefes de bandeiras vindos de Baependi e Aiuruoca, rumo ao Rio Sapucaí: os Capitães-Mor de Milícias José Alves de Figueiredo e Constantino D’Albuquerque.

José Alves de Figueiredo comprou uma gleba de terra chamada Assis Maria, com montanhas e água em abundância, onde mandou seus escravos construírem uma casa, hoje chamada Fazenda Serra. A sede dessa fazenda é considerada o marco da povoação do município.

Mais tarde, José Alves de Figueiredo abriu caminho pela floresta adquirindo mais terras.  Resolveu, então, tomar providências para formar um povoado, conseguindo, para isso, a vinda do Padre Cleto e de algumas famílias.

Por volta de 1804, com o apoio de outros chefes de família e proprietários de terras da região, doaram um pedaço de terra para o patrimônio da freguesia iniciaram a construção da Capela de Nossa Senhora das Dores, hoje Basílica Menor Nossa Senhora das Dores.

Aos 9 de junho de 1813, o povoado de Dores do Pântano (nome dado pela devoção do

Capitão Mor a Nossa Senhora das Dores e por ser uma região pantanosa) tornou-se freguesia; nesta oportunidade passou a chamar-se Dores da Boa Esperança firmando a religiosidade dos nossos antepassados, e toda a esperança que depositaram nesta boa terra.

Em 22 de junho de 1868, desmembrou-se o distrito da Tutela do Município de Três Pontas, instalando-se em conseqüência, a Vila, Dores da Boa Esperança.

Em 15 de outubro de 1869 Dores da Boa Esperança passou de Vila para a categoria de Município.

E em 1939, Dores da Boa Esperança passou a chamar se apenas Boa Esperança (por razões burocráticas).

Cachaça Sombra do Ipê e Córrego do Ouro